outubro 29, 2013

Autor Desconhecido

O post dessa vez veio numa terça pelo meu bbzinho (leia-se um galaxy) porque foi meu niver esse sábado e não parei em casa... Thank God pelos smartphones! 

Então, eu AMO de paixão a banda Rosa de Saron e estava ouvindo no caminho de volta para casa a música homônima ao título do post. Acho que tem tudo a ver com o momento black blocks atual.... Aqui vai:

"Acho que eu devo sofrer algo estranho
Eu enxergo mas não consigo ver
Eu quero enxergar alguém que transforme este lugar.
Mas não há nada no país, não há vontade de mudar,
Não há zelo, só há medo no ar
Se o povo não conhece a própria história
Está condenado a repetí-la
Não quero acreditar. 
Até quando estarão nossas mãos tão fechadas?
Até quando estarão nossos braços cruzados? 
Há um lapso ao vento
E há uma fenda aberta
É onde eu quero estar
Acho que eu devo sofrer de um distúrbio
Uma espécie de tragicomia
Bem me quer mal me quer
A cômica e trágica flor vazia
Nossa ordem é o exílio
E o progresso é apenas um suspeito autor desconhecido
Tentando abafar um caso antigo
Vendendo uma idéia de alívio
Eu quero perguntar:
Por que não estender nossas mãos tão fechadas? 
Por que não descruzar nossos braços cruzados? 
Há um lapso ao vento 
E há uma fenda aberta
É onde eu quero estar
Poderia me apegar ao ego
E abandonar este lugar
Mas resolvi ficar um pouco mais
Quem sabe eu não provoque um incêndio por ai?"


outubro 22, 2013

Para o infinito e além!

Hoje, completamente fora da rotina, quero falar sobre algo bem difícil de entender por aqui pelo Brasil: intercâmbio. Pelo menos pra mim tem sido motivo de matar alguns neurônios.

Depois de uma noite de sono que se resumiu das 22 às 2 da manhã e no more, tive um surto criativo. Aliás, meus surtos criativos só acontecem em momentos completamente inapropriados. O coitado do meu melhor amigo foi vítima de um deles e recebeu uma enchurrada de e-mails pra mulherzinha nenhuma botar defeito depois da minha experiência com black blocks. Não entendeu nada.

Misinfim... sou formada em relações internacionais e cursando direito, ambos pela Estácio e estou quase tendo um ataque porque não consigo achar informação nenhuma que preste! Cara, a Estácio tem convênio com o programa Erasmus Mundus, o Brasil apóia intercâmbio de pesquisas e quando você, um estudante interessado, procura saber, cadê? Nem CNPQ, nem faculdade, nem lugar nenhum aparecem. É, já to acostumada a resolver problemas dos outros e ninguém resolver os meus...

Acho isso bem curioso. Já que é interesse do Brasil e dos outros países, principalmente Europa, que haja discussão e difusão de conhecimento, porque cargas d'água as informações não são mais fáceis de achar? Será que tenho que mandar uma carta registrada para a ilustríssima presidente Dilma Roussef? (não é ironia e não gosto de presidenta).

A gente tenta dar nosso melhor para ajudar o país e retorno que é bom, nada. Quando você tem uma ideia para gerar emprego e alavancar o desenvolvimento, mesmo que seja arranjo produtivo local, aparece a infame politicagem e te detona. Isso é ridículo! Sim, vocês sabem de quem estou falando. Simpatizo com o cara, oras. O homem tem uma mente empresária genial, só os reles mortais que não compreendem, fazer o quê? Donald Trump, Jack Welch, Carnegie e outros passaram por isso antes de construir impérios trilhardários que existem até hoje... mera coincidência? Eu chamo isso de talento.

Depois o povo reclama que os melhores saem do país. Claro! Você vai se matar por quem não te valoriza? Isso é gostar de sofrer, masoquismo psicológico. E ninguém em sã consciência gosta de sofrer.

Bom, estou vendo que minha saga para um curso de verão em direito internacional na França será MUITO longa... Deus na frente e vambora! Isso é só um desabafo e um resumo, ainda vou falar muito sobre isso por aqui...


Au revoir!
XOXO
G!

PS: Não sei porque meus posts sempre acabam em política...

outubro 12, 2013

Ahm...

Meio difícil para mim ficar sem palavras em um surto criativo... 

Bom, a vida anda de uma maneira bem interessante. Deus sempre sabe o que faz, SEMPRE. A gente não sabe o que pede, mas Ele sabe o que nos dá. 

Alegorias à parte, uma faringite e me contorcendo com palpitações ao me deparar com tantos erros de português, o mundo jurídico tem se mostrado muito interessante. 

Sou internacionalista, bem formada diga-se de passagem, negociadora e aprendendo a ser líder. Minha visão de mundo é way above mediocridade. Sim, eu curto muito mandar um estrangeirismo na conversa e não é pra tirar onda. É só que algumas expressões de fora traduzem o sentido de modo muito mais divertido, irreverente e, bem, melhor. 

Tento ser o mais irreverente possível e acho que a vida deve ser aproveitada com originalidade. Detesto modinhas de novela e mídia. 

Deus criou cada um de um jeito. Sou completamente contra rótulos, vidas empacotadas e "fast food" mesmo que não seja a comida. O sentido de natureba cai muito bem por aqui, afinal, devemos ser o mais naturais possível. 

Paradoxos existem. Eu que o diga: nerd, atriz, irreverente e apaixonada pelo militarismo. Quase nada em mim combina com doutrinas e regras rígidas. Detesto rotina e me entedio fácil. Mas, tempos mudam e pessoas mudam. Sou a favor da flexibilidade. Todo mundo tem o direito de mudar de opinião. Mas minha vida não é o tema por aqui.

Sabe, tenho parado pra pensar em como o mundo evoluiu e involuiu ao mesmo tempo. Conquistamos grandes avanços em tecnologia, segurança, mobilidade, informação... sem dúvida! HI-TECH TOTAL! Mas, ao longo do percurso perdemos muito. Os valores familiares, noção de hierarquia, respeito à moral e à ética, civilidade, democracia... pelo menos no Brasil a parada tá meio zoneada. Nada elegante de se ver. Chato demais.

Horrível perceber que ninguém respeita mais ninguém. Nojento de se ver cidadãos passando dos limites, seja em manifestações, seja em demonstrações públicas de afeto. 

A sociedade perdeu a linha e isso é muito perigoso. Onde foi parar aquela educação que nossos avós nos ensinaram? Sou filha de vó, gaúcha, enfermeira da 2ª guerra, evangélica, com 9 filhos. Fui criada na casa das Sete Mulheres. A neta mais nova da filha mais nova até mais ou menos 12 anos. Meu avô era veterano e simplesmente desapareceu dos registros da FEB quando voltou à ativa. Sério isso?! Você quase morre pelo seu país, ganha o Coração Púrpura e quando quer continuar servindo você não existe mais? Como assim? Que país é esse? O que aconteceu por aqui? 

Ou eu sou uma velha (tem gente que vai adorar saber disso) ou tem muita coisa errada nesse país que luta tanto pra sair do 3º mundo sem a menor cabeça de 1º. Quem pensa grande e pra frente em prol da sociedade é execrado e crucificado. Sim, é da filosofia X que estou falando. Quando aparece uma mente genial pensando em todos em volta, o cara é boicotado, achincalhado e o povo torce pra dar errado. Meu Deus. Realmente, dá vontade mesmo de ir para Passárgada. Brasileiro adora dar palpite em coisa que não sabe. Brasileiro e americano. Não é à toa que nossos presidentes se identificaram tanto com o Tio Sam e o Capitão América... francamente... E cadê eles agora? O tão maravilhoso povo azul-vermelho-e-branco-estrelado? American Way of life? E que tal: Brasil jeito de ser? licença poética... nada desse "jeitinho" miserável que nunca levou ninguém a lugar nenhum. Tô falando de coisa séria, metanóia.  

Somos muito melhores e muito mais originais pra ficar engolindo modus operandi dos outros. O Capitão América morreu. Somos "um país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza". Não sou saudosista. Nunca fui patriota. Mas Eike Batista é. E ele me faz acreditar que existe um futuro brilhante esperando. Sim. É nosso dever colocar a mão na massa. Somos cidadãos. Devemos espalhar o verde-amarelo pelo mundo. O Brasil é nosso, devemos fazer dele um país que possamos nos orgulhar. Nada de Yipióca, nada de Devassa. Brasil é MUITO MAIS que samba, cerveja, carnaval, sol e mulher pelada. Brasil é tudo junto. Brasil é tudo. Ser brasileiro é ser especial. E ser especial deve ser elegante. Até aqui, nada de juridiquês. Comigo é papo reto. haha

Sejamos cidadãos conscientes. Brasileiros únicos. Pessoas elegantes, afinal, o futuro é agora. O futuro é do Brasil. 

Como não podia deixar de ser: 
Au revoir!

XOXO

outubro 07, 2013

"O Rio de Janeiro continua lindo..."

É uma noite bem fria e chuvosa no Rio. Saindo do trabalho, bem ali no Largo da Carioca, só dá pra ver caos, ouvir tiros e bombas e gritos. 

Isso é a reação super-over de um povo insatisfeito com um governo que acredita que é a Mary Poppins: uma dose de açúcar faz o remédio descer. Mas não está adiantando. Não tem remédio. O açúcar não é doce. É o sabor amargo da revolta popular. 

Keep calm e imagina na Copa... só tende a piorar. Ilustríssimos governantes, sentem e chorem porque não vemos muito jeito nisso. 

O jeito é rir pra não chorar, ou matar alguém.

Nunca fui de sentir medo. Sempre fui briguenta, apesar de nunca ter chegado às vias de fato. Mas essa noite eu senti. Senti o que é estar no lugar errado quase na hora errada. Na hora de uma zona que antes começara como manifestação pacífica. Sem bem que eu não sei, não estava lá (graças a Deus). Não posso dizer se era tão pacífica assim. Mas, eu ainda vivo acreditando que as pessoas são boas e procuram o melhor para a sociedade. E a cada dia eu vejo que estou errada. Se não fosse Deus, eu já tinha desistido e deixado minha alma morrer. 

Não dá pra explicar a sensação. Gente correndo, gritando. O único jeito é correr junto com quem corre pra longe dali. 

Nessas horas a gente pensa se tudo vale a pensa mesmo. Se vale a pena enfrentar mais um dia de trabalho para não saber o que se vai encontrar na porta, seja do trabalho, seja de casa. 

Fato é que a sociedade não tolera mais um governo omisso que tenta nos fazer acreditar na estrada de tijolos amarelos. Antes houvesse um Poderoso Oz que resolvesse essa bagunça. Ele existe. E é ainda mais poderoso que o poderoso Oz. Ele é o grande Leão de Judá. E Ele ruge...

Se eu não acreditar em Deus, eu deixo de viver. Então, enquanto há vida, há esperança. Sei que tem gente orgulhosa por tudo o que está acontecendo. Não deviam. Existem vidas inocentes pagando por esse descaso. Sempre houve, né? Mas fica cada vez pior. 

Em pleno século XXI, o povo tem reações medievais e se esquece que ferir a Constituição gera automaticamente a perda de direitos, e da razão. 

Eles podem ser presos sim. Não devemos causar dano ao patrimônio de outrem. Não existe direitos pra quem não cumpre seu dever de cidadão. 

Eles não são cidadãos, são bestas feras que seguem um instinto animal violento e destruidor. Não há proteção do Estado para quem fere o Estado. 

O cidadão deve exercer seu papel de analisar e pensar sozinho. Absorver informações empacotadas cobertas de veneno só causa morte. A morte da democracia, a morte da manifestação pacífica dos interesses da sociedade, a morte da ética... 

Para os saudosistas, Renato Russo deixa um legado disseminado pela ilustríssimo guerreiro Hebert Viana: "Que país é esse?" 

E eu pergunto: que Rio é esse? Que país é esse? O que aconteceu com gente que respirava movimentos estudantis que fizeram a diferença antes com a UNEEsses, engajados, críticos, pessoas de opinião, se venderam. Esses, estão olhando de cima pois esqueceram o que fizeram antes, durante e após a ditadura. Cresci ouvindo falar dos maravilhosos Caras Pintadas, impeachment do Collor e outras coisas lindas do final dos anos 80 inicio dos anos 90. Isso tudo ficou por lá, pelo visto...
"Que país é esse?" Nossos ditos grandes heróis morreram de overdose e nossos "inimigos" estão no poder. Não temos mais ideologia. Não temos mais respeito. Não temos mais nada... além de Black Blocks. 

Haja Deus. Haja misericórdia. Haja amor. 

Mas, "o Rio de Janeiro continua lindo..."

Au revoir!

XOXO